[Coro 1]
Stella vive no hospital desde pequena por causa da fibrose cística.
Ela segue regras, horários, remédios e rotinas para tentar controlar a doença.
Sente que precisa manter tudo sob controle,
porque é a única forma de continuar vivendo.
[Coro 2]
Um dia ela conhece Will, outro paciente.
Will tem a mesma doença, mas uma bactéria que o impede de chegar perto dela.
Ele não segue regras, parece ter desistido,
e Stella se irrita com ele, mesmo se sentindo atraída.
[Coro 3]
Eles começam a conversar, se aproximar,
e Stella assume como missão fazer Will cuidar da própria saúde.
Ele aceita, mais por ela do que por ele mesmo.
Um laço nasce entre os dois,
mesmo sabendo que não podem ficar a menos de um metro e meio um do outro.
[Coro 4]
Stella percebe que passa a vida vendo tudo de longe,
seguindo regras, sem aproveitar nada.
Então ela decide “roubar um passo”
e viver a relação com Will a cinco passos, não seis.
Uma pequena rebeldia para sentir que está viva.
[Coro 5]
Eles saem escondidos do hospital,
veem a cidade, nadam, riem,
e Will vê Stella se abrindo,
enquanto Stella vê Will se importar de verdade pela primeira vez.
[Coro 6]
Mas a saúde de Stella piora.
Ela precisa de um transplante urgente,
e a família se prepara para o pior.
Will entende que chegar perto dela pode significar perdê-la para sempre.
Ele se sente preso entre o amor e a necessidade de se afastar.
[Coro 7]
Stella consegue o transplante.
Will percebe que, para ela viver,
ele precisa abrir mão.
Mesmo amando, ele escolhe sair da vida dela
para não colocar em risco a recuperação.
[Coro 8]
Eles se despedem sem toque,
cinco passos entre os dois,
sabendo que o amor existiu,
mas nem sempre amar significa ficar.
Stella segue viva tentando aproveitar o que tem,
e Will segue distante,
levando com ele tudo o que aprendeu com ela.