Verso 1 Janeiro me deu conta atrasada Fevereiro, promessas quebradas Março levou o que eu guardava Abril riu da minha cara cansada Maio foi chuva sem guarda-chuva Junho, frio dentro do peito Julho eu perdi a fé no espelho Agosto me chamou de defeito Pré-Refrão Mas olha eu aqui, respirando Mesmo torto, sigo em pé O mundo tentou me dobrar Mas esqueceu de me quebrar Refrão Então eu danço, danço, danço Mesmo sem chão, eu danço Brindo o caos, balanço o pranto Viro o ano dançando Eu danço, danço, danço Com o bolso vazio e o peito manso Se a vida é um tropeço constante Hoje eu caio dançando Verso 2 Setembro trouxe adeus sem aviso Outubro, silêncio na mesa Novembro cobrou juros da alma E eu paguei com sorriso e ironia acesa Conta vermelha, fé no limite Sonhos parcelados em doze Mas no espelho um moleque insiste Em não virar quem o mundo impôs Pré-Refrão Se o futuro não deu resposta Eu invento o refrão Se a dor bate fora de hora Eu abro a porta e chamo pra dançar no salão Refrão Então eu danço, danço, danço Mesmo sem chão, eu danço Brindo o caos, balanço o pranto Viro o ano dançando Eu danço, danço, danço Com o bolso vazio e o peito manso Se a vida é um tropeço constante Hoje eu caio dançando Ponte À meia-noite o céu e*****e E eu também, mas por dentro Não é vitória, é resistência Vestida de movimento Cada passo é um “sobrevivi” Cada giro é um “tô aqui” Se amanhã vier pesado Que me encontre em ritmo vivo Refrão Final (variação) Eu danço, danço, danço Rindo da própria cicatriz Se o ano foi um labirinto Eu saio dele feliz Eu danço, danço, danço Não porque tá tudo bem Mas porque mesmo lascado Eu ainda sei ser quem eu sou, amém